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Dificuldade em ver à noite? Causas, encandeamento e dores de cabeça

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Dificuldade em ver à noite? Causas, encandeamento e dores de cabeça

idO

28 de outubro, 2026

8 min de leitura

Durante o dia vê perfeitamente, mas quando anoitece sente que tudo muda? Os sinais de trânsito parecem menos nítidos, os faróis dos carros incomodam mais do que antes e conduzir à noite exige uma concentração adicional? Talvez também já tenha chegado ao final do dia com dores de cabeça, sensação de peso nos olhos ou dificuldade em manter a visão focada. São situações que muitas pessoas associam simplesmente ao cansaço. Mas a dificuldade em ver à noite, o encandeamento e as dores de cabeça podem, em alguns casos, estar relacionados com a visão. Perceber porque acontecem é importante para distinguir o que pode ser uma resposta normal dos olhos à falta de luz daquilo que merece uma avaliação visual.

Porque é que algumas pessoas veem pior à noite?

A nossa visão adapta-se constantemente à quantidade de luz disponível. Durante o dia, a luminosidade facilita a perceção dos detalhes, das cores e dos contrastes. Quando anoitece, os olhos precisam de se ajustar a condições de iluminação muito diferentes. As pupilas dilatam-se para permitir a entrada de mais luz e a visão passa a depender mais das células da retina especializadas em ambientes pouco iluminados. Este processo é natural. No entanto, nem todas as pessoas conseguem manter a mesma qualidade de visão quando a luminosidade diminui. Uma pessoa pode sentir que vê bem durante o dia, mas começar a notar dificuldades ao anoitecer, como:

  • - Sinais de trânsito que parecem menos nítidos.

  • - Maior dificuldade em distinguir objetos pouco iluminados.

  • - Luzes que parecem espalhar-se ou formar halos.

  • - Necessidade de maior concentração para conduzir.

  • - Sensação de visão desfocada em ambientes escuros.

Uma graduação desatualizada ou um astigmatismo não corrigido podem tornar estas dificuldades mais evidentes. Existem também outras causas possíveis, como a secura ocular, as cataratas ou determinadas alterações da retina. Por isso, quando a dificuldade em ver à noite é frequente ou começa a aumentar, não deve ser automaticamente atribuída à idade ou ao cansaço.

Porque é que as luzes dos carros provocam tanto encandeamento?

Imagine que está a conduzir numa estrada pouco iluminada. De repente, aproxima-se um veículo em sentido contrário e os seus faróis parecem ocupar grande parte do seu campo de visão. Durante alguns instantes, torna-se mais difícil distinguir a estrada e os objetos à sua volta. Este fenómeno chama-se encandeamento. À noite, os olhos estão adaptados a uma luminosidade reduzida. Quando surge uma fonte de luz intensa, como os faróis de outro automóvel, o contraste pode provocar desconforto e dificultar temporariamente a perceção do ambiente. Mas há pessoas que sentem este incómodo de forma particularmente intensa. Em alguns casos, o problema pode estar relacionado com a graduação. O astigmatismo, por exemplo, pode fazer com que os pontos luminosos pareçam menos definidos, com reflexos ou prolongamentos à sua volta. A secura ocular também pode afetar a qualidade da superfície óptica do olho e provocar flutuações na nitidez da visão. Já as cataratas podem aumentar a dispersão da luz dentro do olho, tornando os faróis e outras fontes luminosas especialmente incómodos. Nem sempre são as luzes que estão mais fortes. Por vezes, é a forma como os nossos olhos as recebem que mudou. Se o encandeamento se tornou mais intenso ou começou a interferir com a condução, é importante investigar a causa.

Dores de cabeça ao final do dia podem estar relacionadas com a visão?

Sim, embora nem todas as dores de cabeça tenham origem nos olhos. Depois de um dia entre computadores, telemóveis, documentos e deslocações, é normal sentir algum cansaço. No entanto, quando as dores de cabeça aparecem repetidamente após atividades que exigem concentração visual, pode existir uma relação com o esforço dos olhos. Uma graduação desatualizada, um astigmatismo não corrigido ou dificuldades de focagem e coordenação ocular podem contribuir para a chamada fadiga visual. Além das dores de cabeça, podem surgir outros sintomas:

  • - Sensação de peso ou desconforto à volta dos olhos.

  • - Visão temporariamente desfocada.

  • - Dificuldade em manter a concentração.

  • - Sensação de olhos secos ou irritados.

  • - Necessidade de fazer pausas frequentes.

O uso prolongado de ecrãs também pode contribuir para estes sintomas. Quando estamos concentrados, tendemos a piscar menos, o que favorece a secura ocular. É importante perceber que as dores de cabeça podem ter muitas outras causas, como tensão muscular, enxaquecas, alterações do sono ou outros problemas de saúde. Ainda assim, se surgem frequentemente depois de trabalhar ao computador, ler ou conduzir, uma avaliação visual pode ajudar a perceber se existe algum fator relacionado com a visão.

Porque é que a visão parece pior quando estamos cansados?

Há quem sinta que vê relativamente bem durante a manhã, mas que, ao final do dia, precisa de fazer um esforço maior para focar. Isso não significa necessariamente que a graduação dos olhos esteja a mudar ao longo do dia. O que pode acontecer é que o cansaço torne mais evidentes dificuldades visuais que já existiam. Depois de muitas horas de concentração, a secura ocular pode provocar pequenas oscilações na nitidez da visão. Algumas dificuldades de focagem também se podem tornar mais incómodas após períodos prolongados de trabalho visual. Agora imagine juntar a este cenário uma viagem de regresso a casa, já de noite, com pouca iluminação e faróis em sentido contrário. É fácil perceber porque algumas pessoas sentem maior desconforto precisamente nessa altura. O importante é não assumir que todos estes sintomas são inevitáveis ou que fazem simplesmente parte de um dia de trabalho.

Que lentes podem ajudar na condução noturna?

Existem lentes oftálmicas e tratamentos desenvolvidos para responder a algumas das exigências visuais da condução, nomeadamente em condições de pouca luminosidade e perante fontes de luz intensas. As Shamir Driver Intelligence apresentam soluções para diferentes condições de condução. A versão Moon foi desenvolvida para situações de pouca luz e condução noturna. As Essilor EssiDrive, associadas ao tratamento Crizal Drive, são outra solução concebida para responder às exigências visuais da condução, incluindo a redução dos reflexos nas superfícies das lentes. Já as ZEISS DriveSafe foram concebidas a pensar nas necessidades visuais dos condutores. Combinam um desenho de lente específico com o tratamento antirreflexo DuraVision DriveSafe, desenvolvido para reduzir determinados reflexos e o incómodo provocado pela iluminação. Existem versões monofocais e progressivas. A escolha das lentes adequadas pode fazer uma diferença significativa na qualidade da visão durante a condução, especialmente em condições de pouca luminosidade. As tecnologias desenvolvidas pela Shamir, Essilor e ZEISS procuram otimizar a nitidez visual, a perceção dos contrastes e a gestão dos reflexos, de acordo com as características de cada solução. Para obter o melhor desempenho visual, é fundamental considerar a graduação, as necessidades individuais e os hábitos de condução. Uma avaliação visual permite identificar estes fatores e aconselhar as lentes e os tratamentos mais adequados a cada pessoa.

As lentes amarelas ajudam a conduzir à noite?

É uma dúvida frequente, sobretudo porque existem óculos com lentes amarelas comercializados especificamente para a condução noturna. A ideia é que estas lentes possam reduzir o incómodo provocado pelos faróis e melhorar o contraste. No entanto, não existe evidência científica consistente de que as lentes amarelas melhorem a capacidade de identificar obstáculos durante a condução noturna. Além disso, qualquer coloração que reduza a quantidade de luz que chega aos olhos pode ser contraproducente quando a luminosidade já é reduzida. De forma geral, para conduzir à noite, é preferível utilizar lentes transparentes com a graduação adequada e, quando indicado, um tratamento antirreflexo. As lentes solares escuras não são adequadas à condução noturna.

Quando deve fazer uma avaliação visual?

Nem sempre as alterações da visão são imediatamente evidentes. Por vezes, começamos por evitar conduzir à noite, aumentar a luminosidade dos ecrãs ou aproximar-nos dos objetos para os distinguir melhor. São pequenas adaptações que fazemos quase sem dar por isso. No entanto, existem situações que justificam uma atenção especial:

  • - Quando começa a sentir maior dificuldade em ver com pouca luz.

  • - Quando os faróis dos carros provocam um encandeamento excessivo.

  • - Quando os objetos parecem desfocados, apesar de utilizar óculos.

  • - Quando as dores de cabeça surgem frequentemente após esforço visual.

  • - Quando sente que a visão piorou ou que precisa de fazer mais esforço para focar.

Uma avaliação visual permite verificar a graduação e identificar possíveis dificuldades de focagem ou outros sinais que justifiquem acompanhamento. Se existirem alterações persistentes da visão noturna, halos intensos ou suspeita de doença ocular, pode ser necessária uma avaliação oftalmológica. Uma perda súbita de visão, dor ocular intensa ou outros sintomas visuais repentinos exigem assistência médica urgente.

Cuide da sua visão, de dia e de noite, com a idO

Ver bem não é apenas conseguir ler as letras de um exame visual. É distinguir os sinais de trânsito ao anoitecer, trabalhar ao computador sem esforço visual desnecessário e perceber quando um desconforto frequente merece atenção. Na idO, pode realizar uma consulta de optometria para avaliar as suas necessidades visuais e verificar se a graduação dos seus óculos continua adequada. A nossa equipa pode também esclarecer dúvidas sobre os diferentes tipos de lentes oftálmicas e tratamentos disponíveis, tendo em conta a sua rotina e as suas necessidades. Estamos presentes em Alverca, Barreiro, Montijo, Seixal e Setúbal. Agende a sua consulta de optometria e dê à sua visão a atenção que merece. Porque ver bem faz diferença em todos os momentos do dia, mesmo quando a luz começa a desaparecer.

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